Empreendedorismo em Favelas Inteligentes no C4


05 de Dezembro de 2022 09:47
  • Enviar por e-mail
    Enviar por e-mail
    Para múltiplos destinatários separe os e-mails por vírgula.
  • Salvar em PDF

Foto: Henrique SagazApresentação de projetos no evento Favelas em Cidades Inteligentes
Biblioteca Parque da Rocinha – C4 recebeu na última quarta-feira do mês de novembro (30/11) o evento Favelas em Cidades Inteligentes, realizado pelo Laboratório de Responsabilidade Social e Sustentabilidade (LARES), do Instituto de Economia da UFRJ. O encontro promoveu apresentações de instituições e coletivos que integram o Parque de Inovação Social e Sustentável na Rocinha, que é financiado pela FAPERJ. 


A pauta do encontro foi norteada pela ementa do curso de extensão Empreendedorismo em Favelas Inteligentes ministrado pelo LARES, que tem como recorte temático “o caso Rocinha”. 


Na mesa de debate, Antônio Firmino - fundador do Museu Sankofa da Rocinha - confessou que num primeiro momento questionou a nomenclatura favela inteligente, ressaltando que “a existência da favela é um ato de inteligência contra todas as ausências de políticas públicas”. Ele também falou da importância do investimento em inovação e tecnologia ao recordar que, durante a pandemia da Covid-19, alunos de escolas públicas não puderam participar das aulas remotas por não terem acesso a dispositivos tecnológicos e nem internet.


A representante do Favela IN, Isabela Botelho, destacou que a favela surge com as suas necessidades e que isso reflete o DNA empreendedor do favelado, movimentando a economia local com uma diversidade de negócios que solucionam algumas das demandas comunitárias.


Para Ruth Mello, assessora da diretoria de tecnologia da Faperj, “a Favela já é potência, mas pode ser muito mais com otimização de recursos e com a legitimação dos direitos constitucionais”. Segundo ela, é de práxis da Faperj a parceria com universidades, mas que “o programa Rocinha favela inteligente é no sentido de ir além e entender que não é só a universidade que faz inovação. Muito pelo contrário, a inovação está no dia-a-dia da sobrevivência do brasileiro”.


Texto: Cleber Araujo

Foto: Henrique Sagaz