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Vozes da Cozinha envolveu uma média de 150 moradores em suas atividades, superando as expectativas dos próprios realizadores à medida que diagnosticavam - juntos aos parceiros - a necessidade de expandir o projeto para outros espaços e pessoas. Para as etapas de diagnóstico e oficinas de experimentação em audiovisual, o público geral previsto inicialmente era de até 16 pessoas cozinheiras e 30 participantes, de idades diversas, nas oficinas. Na realização do projeto as atividades de desdobraram da seguinte maneira:
Uma oficina de audiovisual com carga horária de 96 horas e experimentação com equipamentos profissionais (Lab Vozes) - 5 participantes;
Uma oficina no Núcleo de Fortalecimento de Vínculos do CRAS Rinaldo De Lamare, com carga horária de 16 horas e experimentação em audiovisual com celulares, câmeras cyber shot e tablets - 19 participantes (1 coordenadora, 5 crianças de 7 a 12 anos, 5 adolescentes de 13 a 17 anos, 1 jovem autista de 19 anos e 7 senhoras de até 80 anos de idade);
Uma oficina com uma turma do NEJA do CIEP Ayrton Senna da Silva, com carga horária de 32 horas e experimentação em audiovisual com celulares, câmeras cyber shot e tablets - 24 participantes ( 1 coordenadora, 3 professoras, 1 estagiária, 2 cozinheiros da escola e 17 estudantes);
Uma oficina de edição de vídeo, com carga horária de 20 horas - 4 participantes (Lab Vozes).
No festival de audiovisual o público foi de 80 pessoas, com casa cheia no auditório da Biblioteca Parque da Rocinha.
Ao todo, 57 moradores passaram pelas oficinas de experimentação em audiovisual - 14 pessoas cozinheiras e 43 participantes -, superando a previsão inicial para as duas primeiras etapas do projeto. Contudo, a expansão do Vozes da Cozinha não está apenas dimensionada na quantidade de pessoas, mas também com a elaboração de novas atividades e produtos em resposta às demandas que surgiram com a execução do cronograma planejado para o Edital Favela Inteligente. A própria oficina de edição de vídeo é uma extensão da experiência vivenciada no Lab Vozes, que proporcionou aos jovens a oportunidade de participar do processo de finalização dos vídeos que ficarão no acervo do Museu Sankofa. Para aproveitar parte do material que não entrou nos vídeos, foi criado um programa de Podcast, distribuído em 7 episódios. Outro desdobramento relevante aconteceu através dos encontros no CIEP Ayrton Senna da Silva, com o lançamento de um livro de memórias e receitas confeccionado por uma professora de português a partir das experiências trocadas na oficina com os alunos do NEJA.
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Não menos importante, é a divulgação do registro dos saberes e sabores da Rocinha com a história e trabalho dos cozinheiros empreendedores que participaram do projeto, considerando a dificuldade que algumas dessas pessoas têm para acessar e utilizar as novas ferramentas tecnológicas para o marketing de seus negócios. As ações em ambientes digitais e as articulações possibilitadas e fortalecidas pela presença e pelo movimento nas redes sociais promoverá o reconhecimento de iniciativas de inovação semelhantes ou complementares e de oportunidades de empreendedorismo social que possam surgir como desdobramento do projeto.
Como o projeto trabalha com a formação de moradores interessados em audiovisual para registrar as iniciativas da Rocinha em torno da alimentação e mapear diversas ações e projetos que farão conexões entre as cozinhas e circuitos de sustentabilidade, ele pode potencializar também parcerias e ações ligadas aos fluxos de sustentabilidade.